Dólar recua com otimismo sobre recuperação de saúde de Trump

Melhora de presidente americano, que está com coronavírus, reduz incertezas no mercado.

O dólar  recua contra o real nesta segunda-feira, 5, acompanhando a desvalorização da moeda americana no mundo. O movimento reflete o maior apetite por risco no mercado internacional, com os investidores otimistas com a recuperação do presidente americano, Donald Trump, que testou positivo para o coronavírus na sexta-feira, 2. Às 9h18, o dólar comercial caía 0,14% e era negociado a 5,658 reais,o estado de Donald Trump chegou a alarmar os investidores, com a necessidade de receber oxigênio. 

Mas a situação foi contornada e, segundo médicos, o presidente deve ter alta ainda nesta segunda, reduzindo as incertezas que tomaram o mercado na sexta-feira,além da aparente melhora de Trump, os dados econômicos também contribuem para o tom positivo nos mercados, com os índices de gerente de compras (PMI, na sigla em inglês) de setembro saindo acima das expectativas na Zona do Europa e nos principais países do continente,o destaque ficou com os PMIs composto e de serviços do Reino Unido, que ficaram em 56,5 e 56,1, respectivamente, bem acima dos 50 pontos que delimitam a expansão da contração da atividade econômica. 

Mas, ainda que melhor que o esperado, o PMI de serviços da Zona do Euro ficou em apenas 48 pontos indicando piora em relação ao mês anterior,no exterior, o dólar se desvaloriza contra a maioria das principais moedas emergentes. Já o índice Dxy, que mede o desempenho da moeda americana contra seus pares desenvolvidos, tem sua maior queda em uma semana, apontando para o enfraquecimento global dó dólar.

No ambiente interno, o apaziguamento da tensão entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que acertar as arestas em encontro articulado por parlamentes, adiciona alguma tranquilidade aos negócios. Mas as incertezas sobre a condução fiscal permanecem.“[A política] fiscal está bastante deteriorada, com a tentação de o governo fazer o que necessário for para romper o teto orçamento com ações sutis e comprometedoras, parecendo ser uma questão de tempo e refinamento da criatividade”, escreveu em relatório Sidnei Nehme, economista e diretor NGO corretora de câmbio.

Fontes:Exame


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