Dólar fecha em R$ 4,58 e bate mais um recorde nominal

O dólar fechou em alta de 1,54% aos R$ 4,58 na tarde desta quarta-feira (4). Trata-se de um novo recorde nominal e 11ª alta consecutiva. 
O movimento é reflexo da expectativa de que o Banco Central pode cortar juros, seguindo a decisão do Federal Reserve (Banco Central Americano) que reduziu a taxa americana em 0,5 ponto percentual (p.p) na terça-feira. Depois do corte surpresa, os operadores elevaram apostas em nova redução de juros também no Brasil,o Banco Central divulgou nota na qual disse que monitora atentamente os impactos do coronavírus nas condições financeiras e na economia brasileira e que as próximas duas semanas vão permitir uma avaliação mais precisa desses efeitos sobre a trajetória da inflação. 

Com a Selic caminhando para um patamar ainda mais baixo — hoje está em 4,25% ao ano —, os estrangeiros podem sair do país ou simplesmente deixar de vir. O resultado é menos dólares no mercado a um preço mais elevado,para Alexandre Cabral, economista e professor do Mercado de Capitais do Ibmec, o Banco Central cometeu um erro técnico ao sinalizar que irá reduzir a taxa de juros na próxima reunião do Copom. “Não é a queda de juros que irá forçar a entrada de dinheiro no sistema bancário. O Banco Central não estava sendo pressionado e o anúncio não trouxe alívio nenhum.” 

Além da taxa de juros, os investidores acompanharam a divulgação do PIB brasileiro, que registrou em 2019 o desempenho mais fraco em três anos ao crescer 1,1%.“Ficou em linha com que o mercado esperava. Traria um pouco de alívio, se o Paulo Guedes explicasse porque o PIB não foi tão bom e o que eles estão esperando”, acrescenta Cabral para tentar trazer um pouco de alívio ao dólar, o Banco Central fará um leilão no valor de R$ 1 bilhão às 9h30, antes da formação da Ptax. No ano, o dólar spot dispara 14,15%, o que coloca o real na liderança isolada das maiores perdas entre 33 rivais da divisa dos EUA.

Fontes:Exame

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