Jovem que fez vídeo raspando a cabeça ao lado de irmão com leucemia participa de campanha para doação de medula: 'Gratidão'

Ação é realizada pela Secretaria de Saúde de Goiás para incentivar goianos a se cadastrarem, aumentando as chances de quem precisa do transplante achar um doador compatível.
Após viralizar nas redes sociais com um vídeo raspando a cabeça ao lado do irmão, que tem leucemia, Thalyson Rodrigues da Silva, de 24 anos, participou nesta segunda-feira (11) do lançamento da campanha que incentiva a doação de medula óssea, organizada pela Secretaria de Saúde de Goiás (SES-GO). A publicação na qual ele pede ajuda para encontrar um doador para Marcknnedy Filho, de 17, já tem mais de 375 mil visualizações,durante o lançamento da campanha, no Hemocentro de Goiânia, o jovem agradeceu às pessoas que compartilharam o vídeo no intuito de tentar ajudar o adolescente.

"A principio não [imaginava essa repercussão]. A única palavra que eu tenho pra descrever é ‘gratidão’ a todos vocês que compartilharam, porque você faz parte disso que está acontecendo. Você que compartilhou está fazendo parte de uma revolução", disse quando gravou o vídeo, Thalyson contou que o intuito era justamente sensibilizar as pessoas a se cadastrarem como doadores, aumentando a chance de o irmão achar alguém compatível.“Eu não me importo com o meu cabelo. Daqui três meses ele estará grande novamente, mas eu me importo se daqui três meses o meu irmão vai estar ao meu lado”, disse na gravação.

Thalyson contou que, em um primeiro momento, se sentiu "incapaz" ao fazer o teste e não ser 100% compatível com o irmão, que é a condição para fazer a doação. Porém, após a publicação do vídeo, viveu outro sentimento: de que estava lutando junto com Marcknnedy para vencer a doença."Hoje me sinto muito útil em saber que eu estou fazendo parte desse processo. Isso faz tudo valer a pena porque eu sei que não só a vida do meu irmão como a de todos que lutam conta a leucemia serão tocadas, podendo ter a chance de cura", disse.


O secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, afirmou que o vídeo feito por Thalyson vai ajudar a impulsionar a campanha em busca de mais doadores."A gente aproveita isso para conscientizar a população, essa oportunidade de ampliar o nosso banco e passar a ter uma cultura de doação", pontua o secretario destacou que nos últimos quatro anos o número de doadores vem caindo e, por isso, é preciso incentivar novamente as pessoas. Goiás é o estado do Centro-Oeste com mais doadores cadastrados, mais de 200 mil.


Quem também participou do lançamento foi o coordenador de produção Tonier Serra Loures, de 32 anos, que pôde, na prática, salvar uma vida. Nove anos após fazer o cadastro para ser doador de medula, ele foi comunicado que havia um garoto de 13 anos, com leucemia, compatível. O adolescente mora em Recife,ele conta que o processo até a doação, em si, foi explicado a ele. Além de ajudar quem precisava, ele teve outros benefícios."Sensação de dever cumprido. No início eu fiquei com medo, mas depois vi que era simples. Foi bom, prazeroso. Fui para Recife quatro vezes, passeei bastante", brinca.


Para ser um doador de medula óssea é necessário procurar um hemocentro, doar uma pequena quantidade de sangue (cerca de 10ml) e realizar o cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).Quando houver um paciente com possível compatibilidade, a pessoa cadastrada será consultada para decidir quanto à doação. É essencial manter os dados do cadastro sempre atualizados.

Quando constatada a compatibilidade, há duas formas de se fazer o transplante. O primeiro, mais indicado, consiste na retirada da medula por meio de uma agulha mediante anestesia geral. O doador precisa ficar 24h internado e, em uma semana, já pode retomar sua rotina diária,a segunda opção é via ingestão de um medicamento que aumenta a produção de células tronco, que são retiradas por procedimento semelhante ao da hemodiálise. Apesar de mais prático, esse método tem mais risco de rejeição e é usado em situações mais especificas, que dependem do quadro clínico do paciente.

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Fontes:G1

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