Vídeo mostra destroços de helicóptero que caiu e matou três sendo retirados do Lago das Brisas, em Buriti Alegre

Segundo bombeiros, peças da aeronave estavam a 8 metros de profundidade e a 400 metros da margem do lago. Vítimas de acidente foram enterradas nesta segunda-feira.
Destroços do helicóptero que caiu e matou três pessoas no Lago das Brisas, em Buriti Alegre, no sul de Goiás, foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros na tarde desta segunda-feira (26). Segundo a corporação, peças da aeronave foram encontradas a oito metros de profundidade e a 400 metros da margem do lago,o helicóptero caiu na noite de sábado (24). Seis mergulhadores atuaram no resgate, nesta tarde. A ação durou cerca de três horas. Com a ajuda de um equipamento, os bombeiros conduziram as peças da aeronave do local do acidente até a margem do lago.

Segundo o Corpo de Bombeiros, após serem retirados da água, os destroços foram encaminhados para a perícia do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O Cenipa informou, por e-mail, que investigadores do órgão realizaram a ação inicial da ocorrência, que consiste no início do processo de investigação e coleta dados por meio de fotografias, retirada das partes da aeronave para análise, seleção de documentos e relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos.(veja o vídeo aqui).

Um vídeo feito pelo Corpo de Bombeiros mostrou os destroços do helicóptero dentro do lago no domingo (25). Nas imagens, é possível ver peças da aeronave, como a cauda da aeronave, a hélice e o painel de controle,o helicóptero, prefixo PR-APN, era pilotado por Ricardo Magalhães Barros. Além dele, também morreram duas passageiras: a advogada Mickaelly Damasceno e a servidora pública Miriam Carolina Fontana. Uma quarta ocupante, que pediu para não ter a identidade divulgada, caiu na água, mas sobreviveu. Ela foi resgatada por um barco e levada ao hospital e já recebeu alta.

Manobras arriscadas: acidente aconteceu na noite de sábado (24). O delegado Ricardo Chueire, que investiga o caso, disse que o helicóptero tinha licença para voar à noite, mas não naquele local e disse que as manobras registradas em vídeo são arriscadas.“São manobras proibidas. Não se pode fazer aquilo. E mesmo tendo licença para voar à noite, não poderia voar naquele local, não poderia ter sequer decolado naquela região. É um local improvisado para decolagem e pouso e não tem VFR noturno”, afirmou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, por e-mail, que "a aeronave citada estava em condições regulares de voo". Conforme o documento, ela poderia realizar voos à noite, mas não tinha autorização para realizar táxi aéreo.(veja o vide o aqui).

Relato da sobrevivente: jovem que sobreviveu à queda de helicóptero prestou depoimento à polícia sobre o caso no início da tarde de domingo (25). Segundo o delegado, ela afirmou que foi arremessada antes de o helicóptero cair na água.“Essa sobrevivente relata um estrondo, seguido de perda de sustentação da aeronave e, nos próximos segundos, a queda. Ela conta que foi atirada fora da aeronave, e que, devido às condições do local, de luminosidade, ela não conseguiu ver mais nada e acabou saindo das imediações a nado, sendo socorrida depois por algumas embarcações que foram até o local”, explicou.

Chueire disse ainda que, de acordo com a jovem, o grupo estava em uma festa em um condomínio em volta do Lago das Brisas, na qual ela e as três vítimas teriam consumido bebidas alcoólicas durante a tarde.“Há relatos do uso de bebidas alcoólicas durante toda a tarde, que inclusive, no momento do passeio à noite, era perceptível que as pessoas ali estavam ainda sob efeito de álcool, incluindo o piloto”, afirmou Chueire.

Morte por afogamento:De acordo com informações do Instituto Médico Legal (IML) de Itumbiara, Miriam Fontana e Mickaelly Damasceno morreram por asfixia por afogamento. Já o piloto Ricardo Barros sofreu politraumatismo, além de asfixia por afogamento. Os corpos foram liberados do IML de Itumbiara às 17h30 de domingo.(veja o vídeo aqui).

Fontes:G1

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