Evo Morales aceita ajuda internacional para combate a incêndios na Bolívia

Queimadas atingem Chiquitania, região turística do país localizada entre Amazônia e Chaco; países da América Latina e Europa ofereceram apoio.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou neste domingo que aceitará ajuda internacional para o combate aos incêndios na Chiquitania, uma região entre a Amazônia e o Chaco e que é uma das principais áreas turísticas do país.“A cooperação é bem-vinda, seja de organismos internacionais, seja de personalidades, como de presidentes”, declarou Morales em entrevista coletiva após um ato de governo em Cochabamba,o presidente boliviano disse também que os Ministérios de Relações Exteriores e Defesa estão a postos para fazer com que “a cooperação possa ser a mais rápida possível”.

Além disso, Morales reiterou o agradecimento aos presidentes de Chile (Sebastián Piñera) e Paraguai (Mario Abdo Benítez) e ao presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, que telefonaram para prestar solidariedade e a intenção de cooperar,Morales destacou também a ajuda do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), que anunciou a doação de cerca de US$ 500 mil para o combate aos incêndios.

O governante disse que soube pela imprensa que a Argentina e o Peru estão dispostos a ajudar o país e que recebeu um aviso do Ministério das Relações Exteriores da França que propõe uma “aliança para cuidar da biodiversidade em toda a região amazônica da América do Sul”, proposta que, segundo ele, o governo boliviano vai analisar,segundo Morales, 2 mil soldados das Forças Armadas, 450 policiais e quatro helicópteros estão nas áreas afetadas para combater os incêndios. 

Assim como o maior avião-tanque do mundo, que foi contratado pelo governo – e ele garantiu que outras três aeronaves de menor porte também o serão,o presidente boliviano prometeu que o governo construirá casas para as dez famílias que perderam residências nos incêndios, assim como alimento para animais que elas criam e que ficaram sem pasto,Morales alertou que os incêndios “devem continuar a acontecer”, já que a região sofre há dois meses com a falta de chuvas e há muita seca. Ele também anunciou que suspenderá por uma semana a campanha eleitoral para as eleições gerais de outubro, para focar as atenções no combate aos incêndios.

Fontes:Exame

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