Uso da bitcoin em mercados ilegais pode bater recorde este ano

O uso da Bitcoin, na chamada dark web, pode bater recorde este ano com gastos superiores a US$ 1 bilhão.
O uso da bitcoin em mercados ilegais que negociam de tudo, de remédios a pornografia infantil, pode bater recorde este ano com gastos superiores a US$ 1 bilhão, segundo um relatório da Chainalysis,embora a proporção de transações com bitcoin dedicadas a compras ilegais esteja diminuindo, cerca de US$ 515 milhões da moeda digital já foram gastos este ano na chamada dark web, segundo a Chainalysis, que ajuda empresas como bolsas de criptomoedas a investigar e prevenir operações ilegais. Os gastos com bitcoin na dark web atingiram um pico em 2017, totalizando US$ 872 milhões, e diminuíram no ano passado, quando a moeda sofreu uma queda vertiginosa.

Os resultados destacam os riscos regulatórios relacionados aos tokens digitais, que são muito procurados por criminosos que buscam manter algum grau de anonimato,no mês passado, a Força-Tarefa de Ação Financeira – uma organização intergovernamental focada no combate à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo – começou a exigir medidas rigorosas de “conheça seu cliente” para mercados de criptomoedas e custódias. Também em junho, a Europol se encontrou com empresas de criptomoedas para trocar dicas sobre as melhores práticas na detecção de crimes praticados com moedas digitais,de todos os marketplaces ilegais online, o Hydra é o maior, segundo a Chainalysis, que examinou as transações no blockchain da bitcoin para identificar o valor gasto nesses sites.

As drogas são a categoria mais proeminente de produtos vendidos, mas a pornografia infantil e informações de cartões de crédito roubadas também têm alta demanda, segundo a Chainalysis. A bitcoin é a criptomoeda mais popular aceita nesses mercados, seguida pelo Monero, disse a Chainalysis,embora o crescimento dos gastos ilícitos com bitcoins possa ser alarmante, uma grande ressalva é que a proporção de transações com bitcoin vinculadas a negócios ilegais está em declínio. A atividade ilegal foi responsável por menos de 1% de todas as atividades com a bitcoin até agora este ano comparado com os 7% em 2012, segundo Hannah Curtis, gerente sênior de dados da Chainalysis.

Fontes:Exame

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