quinta-feira, 13 de junho de 2019

Polícia apura suposta fraude na compra de sabão em pó pela Semas, em Goiânia

Vereador que investiga possíveis irregularidades na secretaria afirma que produto parece sal com corante. Perícia deve determinar se há alguma irregularidade.
A Polícia Civil está apurando a suspeita de fraude na compra de sabão em pó pela Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), em Goiânia. Vereadores foram até o local nesta quinta-feira (13) para verificar o produto,a  Semas informou que já acionou a fornecedora do produto para que a empresa tome as medidas necessárias. "A pasta esclarece ainda que já iniciou o recolhimento das embalagens distribuídas em suas unidades" e que a Secretaria Municipal de Administração (Semad) e a Controladoria-Geral estão acompanhando o caso.

O presidente da Comissão Especial de Inquérito que investiga possíveis irregularidades na Semas, Felisberto Tavares (PR), disse que recebeu uma denúncia falando que o produto que estava dentro dos sacos não era sabão.“Foram recebidas 2,5 toneladas de sabão em pó em sacos de 3 kg e 5 kg, mas a substância dentro da embalagem não contém característica nenhuma de sabão em pó. Em duas que nós abrimos, eu fiz uma preliminar, e posso assegurar que todas as características são de sal misturado com um corante”, disse ainda segundo o vereador, a substância não gera espuma, não tem cheiro e não tem textura de sabão.

O delegado Webert Leonardo enviou uma equipe da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) ao local para iniciar a apuração.“Isso vai demandar algumas diligências, como requisição de perícia,só depois disso é que poderemos bater o martelo, até para não soltar informação com base em conjectura”, explicou ele explicou ainda que, caso se comprove a irregularidade, podem ser investigadas duas hipóteses, a princípio. “Seria uma fraude em licitação a princípio, mas não descarta nenhuma hipótese, como a compra de um produto e entrega de outro. Vamos investigar de quem é a responsabilidade por essa inconsistência, se é somente do empresário que vendeu ou dele em conluio com algum agente público responsável pela compra”, completou.

Fontes:G1

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