Bombeiros especializados continuarão buscas durante a noite

Centenas de pessoas ainda estão desaparecidas em Brumadinho (MG)
Bombeiros especializados continuarão as buscas por sobreviventes durante a noite deste sábado (26) e madrugada deste domingo (27), disse o coronel do Corpo de Bombeiros Anderson de Almeida à imprensa. Segundo ele, 175 agentes permanecerão na operação, de um total de 205."Aqueles que não são especializados estão trabalhando à margem, fazendo a busca da margem, e vão ficar durante a luz do sol. Encerrou a luz do sol, os bombeiros especializados continuam trabalhando durante toda a noite. 

Vão fazendo um revezamento ali de descanso, mas não para as buscas durante a noite", afirmou. Os não especializados devem voltar às 5 horas,estão ajudando nas buscas equipes de Juiz de Fora, Uberaba e Rio de Janeiro, além da Força Nacional. "São pessoas especialistas em alagamentos, rompimento de barragem, buscas em soterramentos", declarou, porque "é um local instável, que corre risco ainda de rompimento e que oferece perigo para as pessoas que estão transitando".

O coronel afirmou também que, das 3 horas em que choveu nesta tarde na região, os bombeiros tiveram que suspender as buscas durante 50 minutos. Segundo ele, não houve até agora notificações de desaparecidos que não fossem funcionários da Vale, por isso eles trabalham com a lista da empresa,segundo números divulgados pelas forças de segurança de Minas Gerais, até as 17h30 deste sábado (26) haviam sido encontrados 34 corpos, um deles identificado como o de Marcelle Porto Cangussu, médica da empresa.

De um total de 345 desaparecidos, 46 foram resgatados e encaminhados para unidades de saúde e outros 299 ainda não foram localizados. O número, no entanto, pode ser maior: na manhã deste sábado (26), a Vale divulgou uma lista com os nomes de funcionários com quem ainda não teve contato,a barragem Mina do Feijão da mineradora Vale se rompeu na sexta-feira (25) em Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte, liberando cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro no rio Paraopeba, que passa pela região.

Fontes:Folhapress

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