quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Trazer "mortos" de volta a vida poderá ser uma realidade nos próximos 5 anos

Morte é o fim? Técnicas de ressuscitação de pacientes são pesquisadas há tempos pela medicina
Uma Startup norte-americana chamada Bioquark conseguiu autorização de órgãos de saúde nos EUA e Índia para um projeto ambicioso chamado "ReAnima", que visa trazer pessoas com morte cerebral de volta à vida,apesar dos resultados da empreitada não terem mostrado algo excitante, o CEO da empresa, Ira Pastor, revelou que a autorização recebida em 2016 permitiu que a companhia tratasse 20 pacientes indianos para estudar o funcionamento do corpo humano quando em estado vegetativo.(veja o vídeo aqui)

Além de nenhum deles ter sido "ressuscitado" ainda, a intenção do projeto mudou ligeiramente – antes mencionava-se um eventual "processo de reversão da morte", agora, o objetivo foca-se em "não reverter a morte em si", afinal, quem está em estado vegetativo, ainda está vivo.O conceito de morte mudou bastante nos últimos anos; nos anos 60, por exemplo, alguém era declarado morto caso parasse de respirar ou seu coração não estivesse mais batendo.

Hoje, com técnicas de reanimação cardiorrespiratória, não é mais correto dizer que alguém morreu simplesmente porque parou de respirar por alguns minutos (ou horas).No entanto, a comunidade científica internacional adota como "morte" desde 1968 a ausência de atividade cerebral – e é justamente esse tipo de paciente que é o público-alvo do projeto ReAnima.

Inspirando-se em criaturas como a salamandra, que podem regenerar grandes partes do cérebro, ou em outros bichos que são capazes de retardar o envelhecimento, o projeto analisa a natureza e busca empregar parte do processo evolucionário exibido nela em nós, seremos humanos na primeira fase do ReAnima, estudiosos buscam reativar funções dos cérebros vegetativos, para só então, depois, buscar formas de "ressuscitar" alguém que acabou de ser diagnosticado nesse estado.

Infelizmente, ainda não temos um prazo para a prática saia do papel, mas o CEO afirma que pode ocorrer até o final de 2018, ou nos próximos cinco anos, reiterando que ainda é muito cedo para pensar em, por exemplo, trazer um ente querido morto e enterrado de volta a vida,no entanto, para pessoas em coma irreversível pode ser que não seja realmente o fim – sim, o ReAnima está longe de ser uma porta para a imortalidade.

Fontes:Olhar digital

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