segunda-feira, 14 de maio de 2018

Piloto preso em Caldas Novas teme pela própria vida

Ele era foragido desde fevereiro, quando levou criminosos para emboscada em Aquiraz, no Ceará, que matou líderes de facção
Depois de presenciar a execução de dois líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em fevereiro desse ano, o piloto de helicóptero Felipe Ramos Morais, 31 anos, foi preso em Caldas Novas na manhã de ontem. Ele era foragido da Justiça do Ceará porque a acusação entende que ele trabalhava para o grupo criminoso e, por isso, sabia dos planos das mortes. Felipe nega qualquer relação com os criminosos e diz que prestava serviço para um dos ocupantes da aeronave naquele dia.

A Polícia Civil chegou até sua localização por conta de outra investigação. Delegado Valdemir Pereira Branco detalhou que um inquérito foi instaurado para apurar o desaparecimento de um piloto em Anápolis em fevereiro deste ano. “Segundo informações que recebemos, ele transportava drogas do Paraguai para Goiás. Descobrimos um piloto com documentos falsos em um condomínio de luxo em Caldas Novas. Fomos verificar e se tratava de Felipe, que tinha mandado de prisão expedido pelo Estado do Ceará em aberto”, diz.

O delegado explica que ele utilizava uma carteira de habilitação falsificada em nome de Bruno Gonçalves Farias. A justificativa apresentada por Felipe à imprensa, durante apresentação e entrevista coletiva, é de que teme pela sua vida. Ele diz que tinha medo de apresentar seus documentos originais e ser reconhecido. “Como estava em hotel, tinha medo de apresentar documento e ser identificado. Desde o fato no Ceará, o PCC com certeza está atrás de mim. Já fiquei sabendo que foram atrás de mim, do meu advogado. Foi uma medida para preservar a minha vida”, afirma.

O delegado disse que ontem mesmo informaria à Polícia Civil do Ceará sobre a prisão do piloto. Disse, também, que o homem será recambiado ainda esta semana para o Nordeste, mas destaca que ele responderá processo em Goiás por uso de documentos falsos. Outra investigação contra o piloto segue em andamento em Goiás conduzida pela Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc). A Polícia Civil de Goiás informou que não vai informar nada sobre esse assunto para não atrapalhar as investigações.

Desde que foi identificada as relações do piloto com o Estado de Goiás, em fevereiro deste ano, a investigação foi iniciada. Em 11 de março, o POPULAR publicou reportagem sobre o “piloto do voo da morte”, como ele ficou conhecido desde a suposta participação na execução de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paka, no dia 15 de fevereiro desse ano em Arquiraz, no interior do Ceará. 

Fontes:Redação

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